capa 155Leitura e coletividade

Os porquês de ler em conjunto, clubes de leitura e comunidades de expansão do pensamento literário em 2019. Mais: a relação entre o camp e a extrema direita; o cosmo de Jorge Luis Borges em O Aleph; Ungulani Ba Ka Khosa fala sobre a literatura de Moçambique e suas relações com a História

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Sobre alguns modos de escrever em conjunto

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José Castello

Everardo Norões

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Reprodução

Se por um lado escutamos a cada dia mais e mais histórias sobre o fim do livro como objeto físico, as editoras continuam apostando em edições que são verdadeiros fetiches para o leitor, digamos, “tradicional”. É o caso do box com os dois volumes do clássico de Cervantes que a Companhia das Letras acaba de lançar, pelo seu selo Penguin Companhia. Esse box, que engloba mais de 1320 páginas e pesa cerca de 1kg, traz a tradução do escritor e jornalista Ernani Ssó e tem capa de Alceu Nunes sobre ilustração de Samuel Casal. Mas as atrações para que os leitores conheçam essa nova versão da obra não ficam por aí: há notas escritas por Ricardo Piglia e a reprodução de um clássico texto de Jorge Luis Borges sobre Quixote, que retrata o realismo sui generis que o escritor espanhol imprimiu no seu famoso personagem. Para além de tantos adereços, o importante é mesmo saber que você irá reencontrar aqui a obra que ajudou a humanidade a entrar na era moderna e abandonar de vez a idade média.