capa 142Do real e da ficção

Sobre como toda a obra de Margaret Atwood, e não apenas "O conto da aia" fala sobre as crises do nosso tempo. E mais: o lugar do Afrofuturismo nas narrativas assinadas por mulheres negras; cartas de Françoise Ega a Carolina de Jesus; design editorial em 2017

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Atwood fala sobre aborto, Twitter e o que deu errado (leg. em espanhol)

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José Castello

Everardo Norões

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A jornalista Joselia Aguiar volta à curadoria da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip). A 16ª edição do evento ocorre de 25 a 29 de julho de 2018. Sob a coordenação de Joselia, na edição deste ano o evento se renovou e teve uma das programações mais consistentes dos últimos tempos. Dois aspectos foram fundamentais para o bom resultado da sua atuação: a inédita preocupação em diversificar as vozes em debate, convidando mais autores/as negros/as e procurando equiparar o número de homens e mulheres; e o projeto “Fruto Estranho”, que reuniu performances de alguns dos grandes poetas em atividade no Brasil, como Ricardo Aleixo e Josely Vianna Baptista.

A preocupação em ampliar as vozes em debate da Flip chamou tanta atenção, que houve quem esquecesse a alta qualidade dos autores convidados. “Houve certa distração com o perfil plural dos convidados. Ora, esqueceram de notar que convidei autores extremamente consagrados e premiados. Dois dos autores negros (Paul Beatty e Marlon James) eram ganhadores do Man Booker Prize. Não há nada radical em convidar um ganhador do Man Booker Prize. O Ricardo Aleixo tem quase 30 anos de carreira”, pontou a curadora em conversa por telefone com o Pernambuco.

Joselia reafirma a busca por pluralidade permanece em 2018, assim como as performances de poetas, que não terão mais o nome “Fruto Estranho”. Até o final do ano será revelado o homenageado da Flip 2018. Na edição passada, o celebrado foi Lima Barreto, autor que, por sua biografia, só ampliou o caráter político da festa – apesar da grande quantidade de mesas discutindo nuances literárias da sua obra.

“Talvez tenhamos um homenageado que não necessariamente tenha um perfil político em primeiro plano, como foi o caso do Lima Barreto, mas que possibilite a composição de uma Flip que discuta o presente. E a Flip não precisa ter um formato engessado, ela pode se diversificar”, finaliza a curadora.