Em 2013 é lembrado o centenário de um dos grandes (e polêmicos) nomes do pensamento no século 20, Alberto Camus (1913-1960). Também criador de obras literárias clássicas, como O estrangeiro e A queda, que colocam o leitor numa verdadeira encruzilhada ideológica. Para marcarmos a efeméride, convidamos o escritor Fernando Monteiro, notório “camusiano”, para recriar com a liberdade da ficção um trecho da vida do autor. Sobre esse processo, Monteiro escolheu ficcionalizar sua passagem pelo Brasil, no final dos anos 1940 (diz a lenda que o primeiro pedido de Camus, ao chegar em território brasileiro, foi ser levado para conhecer nossas partidas de futebol). “Nesta fantasia camusiana unicamente o que é verdade é que levaram mesmo o escritor à Iguapé (que eu resolvi que Camus grafaria ‘Igapé’)... e, lá, ficou hospedado num hospital, na companhia do adido cultural francês Paul Silvestre e de Oswald e Rudá de Andrade. O resto, eu inventei mais ou menos no ‘tom’ de Camus para descrever, nervosamente, as coisas”, comentou Monteiro.

 

 

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