Vermelho, vivo, graphic novel pautada num conto de Cristina Judar, com projeto gráfico, desenhos e arte-final de Bruno Auriema, é mais uma prova de que os quadrinhos nacionais andam numa boa fase, com espaço garantido em grande editoras a exemplo da Devir Livraria, que assina a publicação.

 

Bem finalizada, com um roteiro correto e complexo — que vai desnudando a personagem principal Clara Martins —, a história tem um tom essencialmente feminino, começa com uma simples tentação de uma garota diante de um produto fashion — um batom japonês — e vai entrando em questões espinhosas, como o abuso às crianças, a solidão, a inveja, o medo e o assédio sexual pelo qual passam tantas mulheres.

 

Tudo no roteiro tem um tom difuso: a vida banal de uma menina de classe média baixa se mostra bem mais problemática do que as aparências deixam antever. E o que inicialmente nos parece corriqueiro, acaba resultando em violência crescente. A opção pelas cores quentes, em consonância com o título e com o leit motiv da história.

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