Em 1965, no Rio de Janeiro, o poeta Cleber Teixeira (foto) comprou uma impressora, um pedal e tipos móveis. De forma artesanal, montando as palavra com letras de chumbo, começou sua carreira de editor. Em 1977 mudou-se para Florianópolis e lá, até hoje, vai tocando sua Editora Noa Noa, sempre à base de tipografia e gravuras, em edições bem cuidadas em todos os detalhes. Cleber não concorda que estes sejam processos obsoletos. A arte da tipografia, com tudo que precede a composição e a impressão (desenho, fundição dos tipos, projeto gráfico etc.) proporciona um prazer não superável pelas modernas tecnologias, diz ele. “Eu sinto, ao compor, o peso das palavras”. Editando de Donne e Keats a Safo, a Noa Noa persiste, com tiragens que oscilam entre 60 e 600 exemplares.

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