Segundo Maurício Melo Júnior, em prefácio ao livro Abril sitiado (Edição do Autor), de Frederico Spencer (foto), o poeta se enquadra na poesia pós-marginal que predominou no Recife até pouco tempo. “Embora impregnado da temática marginal — confrontos políticos e desesperos de amor — vai além ao se impor outra estética. Seus versos já não privilegiam a linguagem intencionalmente descuidada e cotidiana, ao contrário, há uma atenção com a carpintaria, com a confecção frasal”. De fato, ao lado de versos onde há revolta embutida (o poeta é o cão/ mordendo o osso da noite) há os que revelam a clara preocupação formal do autor (entre os dedos/ sangram signos/ no ato da criação). E, sempre, ao lado da temática urbana, o poeta interroga a existência.

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