Médico, poeta, cineasta, escritor, compositor, Wilson Freire (foto) nos brinda com mais uma de suas criações. Desta vez o divertido Haikaiando, um livrinho de 12 centímetros de largura por seis de altura, editado pela Candieiro Produções. Visualmente muito charmoso, graças às artes de Thiago Cervan, e utilizando uma tipologia que lembra as antigas máquinas de escrever manuais, Freire preenche 107 páginas com minipoemas e microcontos em que, através de jogos de palavras e trocadilhos, faz o leitor sorrir, embora em alguns momentos tangencie uma suave poesia, como em “o tempo bicou/ a casca da noite/ e um novo dia piou”; ou, de modo mais acre, em Abusada: “o primeiro foi seu pai/ o segundo seu irmão/ o terceiro foi aquele...”, pode nos deixar um pouco travados.

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