Edgard Allan Poe escreveu um conto sobre um homem que persegue as multidões para se sentir integrado e vivo. Camilo Cavalcanti tem um curta metragem no qual um homem caminha chorando em silêncio no meio da maior folia carnavalesca. A solidão é um tema recorrente nas artes. E na vida também. Em 1982 o jornalista José Maria Mayrink publicou no jornal O Estado de S. Paulo uma série de reportagens sobre a solidão dos paulistanos. Textos longos, na primeira pessoa, quase literários, num tipo de jornalismo que hoje pouco se faz. Agora, a Geração Editorial enfeixou estes textos num volume justamente chamado Solidão. Histórias pungentes de quem se sente só mesmo no meio da multidão. Um documento que interessa a todos pelo seu teor demasiadamente humano.

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