Foto por Heudes Régis/Arquivo

Ernest Hemingway dizia que a escrita deveria ser como um iceberg, do qual só se via uma mínima ponta, enquanto toda sua potência teria que ser adivinhada sob as águas. Já Ricardo Piglia diz que todo bom conto tem, sob o texto aparente, um subtexto que flui como um rio subterrâneo. Esse tipo de qualidade, que obriga o leitor a ser um leitor ativo, mergulhador, escavador, em busca do ouro real, é uma das qualidades do livro de contos Entre moscas, do cearense radicado no Recife Everardo Norões (foto). Poeta de longa data, em sua prosa mantém a linguagem precisa e elegante de seus poemas, a serviço de narrativas surpreendentes pelos temas e por seu desenvolvimento. Lançado pela Confraria do Vento, do Rio de Janeiro, é livro indispensável para quem gosta de boa prosa.

 

 

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