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Era uma vez um jovem estudante de Comunicações da Universidade de São Paulo (USP) que, desde o primeiro ano da faculdade, em meados da década de 1970, se sentia atraído pelas descobertas literárias — em especial, da poesia. Pretendia formar-se em jornalismo, por razões práticas, e não foram poucas as manhãs em que atravessou o campus da universidade para trocar de ares e assistir a uma ou outra aula de Letras nas chamadas “colmeias”. A partir daí, o gosto se tornou necessidade — algo que ele não sabia entender, filho de imigrantes portugueses.

Depois de passar as manhãs na faculdade, seguia de ônibus para o trabalho numa editora sediada perto da Praça da Sé; ocupava-se de serviços gerais e tinha a sorte de estar num ambiente profissional e dinâmico, o que reforçou seu vínculo com os livros e despertou a ousadia de rabiscar os primeiros versos. Sem ter consciência do fato, vivia seus anos de formação atraído pela leitura de Carlos Drummond de Andrade, Manuel Bandeira, Arthur Rimbaud, Fernando Pessoa, Mário de Sá-Carneiro e tantos outros autores que confirmavam ser possível habitar o mundo das palavras.

O rapaz começava também a perceber que a poesia brasileira passava por um momento de intensa renovação. Já falecidos os poetas pioneiros ligados ao modernismo literário — com exceção de Drummond —, diferentes correntes poéticas coexistiam nessa década, marcada pelo autoritarismo dos militares que haviam assaltado o poder político. Naquele momento, havia uma ampla diversidade cultural, com a proeminência dos poetas concretos ao mesmo tempo que era lançado Poema sujo (1976), de Ferreira Gullar. Ganhava força também a chamada poesia marginal, empenhada em retomar a linguagem oral, direta e satírica.

E na esfera da crítica? Grosso modo, persistia o combate entre o pensamento marxista, expandido para diferentes disciplinas e usos, e os ventos estruturalistas que se tornaram o dernier cri dos estudos acadêmicos. Muitos de seus adeptos entendiam-se capazes de capturar as estruturas de linguagem que ficavam ocultas sob outros prismas; munidos de astúcia racional e dedutiva, intentavam dissecar os textos ao modo de um objeto embalsamado. Mas a vaga internacional do estruturalismo mal chegou a fazer ventania nos corredores e salas de aulas do curso de Letras da USP. No máximo, produziu uma leve brisa.

Foi então que caiu nas mãos daquele jovem um livro poderoso e original: O ser e o tempo da poesia (1977), de Alfredo Bosi [nota 1]. Marcado pelo forte tom vermelho dominando a capa, em desenho de Lila Figueiredo, reunia um conjunto de seis ensaios, como que em forma de um hexágono em torno às questões essenciais do discurso poético [nota 2]. Aparecia em boa hora e estava destinado a ficar na estante em companhia de outras obras apreciadas, como A arte da poesia (1976), de Ezra Pound, A essência da poesia (1972), de T. S. Eliot, e El arco y la lira (1972), de Octavio Paz, obra de 1956, cuja edição em espanhol circulava muito por aqui.

O impacto da leitura foi imediato, pois o autor de História concisa da literatura brasileira (1970) [nota 3] engendrara nesse trabalho uma visão holística da poesia, envolvendo intrincadamente os aspectos formais, temáticos e históricos. E com uma qualidade adicional: o estilo poético com que tratava do assunto. O jovem leitor ficou impressionado com a ousadia daqueles textos decididamente abstratos, densos e inspirados. Não era propriamente um livro sobre a poesia entendida apenas como linguagem, e, sim, um entendimento global e orgânico do ato poético, envolvendo a matéria — em sentido amplo — e a ação criadora.

Ao se abrir a página inicial, as primeiras frases logo prenunciam o estilo direto e com predomínio de frases curtas, traço que vai se manter ao longo de todos os ensaios:

A experiência da imagem, anterior à da palavra, vem enraizar-se no corpo. A imagem é afim à sensação visual. O ser vivo tem, a partir do olho, as formas do sol, do mar, do céu. O perfil, a dimensão, a cor. A imagem é um modo da presença que tende a suprir o contato direto e a manter, juntas, a realidade do objeto em si e a sua existência em nós. O ato de ver apanha não só a aparência da coisa, mas alguma relação entre nós e essa aparência: primeiro e fatal intervalo.[nota 4]

Nota-se rápido o recorte filosófico que permeia a argumentação geral, interessada em formular uma visão acurada e dialetizada sobre as principais forças que atuam na expressão poética. No entanto, Bosi não assume essa tarefa de maneira neutra ou estritamente acadêmica; pelo contrário, revela-se defensor de um pensamento posicionado e adepto de certos valores estéticos e sociais. Até se pode dizer que ele assume uma subjetividade atuante e crítica nesses textos [nota 5]. E não é outra a razão de o ensaio mais longo do conjunto ser justamente dedicado à ideia de poesia resistência, noção que se tornou central e foi desdobrada em escritos posteriores.

Evidencia-se ainda a larga erudição do autor, mobilizando tópicos e fontes diversas, sem perder o fio central do argumento; em vez de se fechar em conceitos fixos e operacionais, oferece uma amplitude de horizonte que nos leva a entender o que de mais importante atua no jogo da poesia. Diz ele que “a fantasia e o devaneio são a imaginação movida pelos afetos”6, mas o mesmo se poderia dizer de seu modo de raciocinar, tão atento às minúcias de um conceito ou aos detalhes de um verso. O que importa é a integralidade do efeito poético — espécie de devaneio da linguagem —, e não apenas a soma dos “signos” que o compõem, como defendia a óptica estruturalista.

Depois de uma primeira leitura dos ensaios, o aspirante a versejador ficou entusiasmado com o livro; leu-o novamente, sublinhou trechos, anotou comentários e procurou conhecer algumas das referências citadas. Logo foi alçado a um dos textos teóricos preferidos no que se refere à arte poética. Para além disso, outras descobertas recaíam sobre Jean-Paul Sartre, Albert Camus, Roland Barthes e toda uma série de autores — franceses principalmente —, protagonistas daquele período.

E, como a juventude costuma ser uma época de sentimentos intensos e absolutos, não era diferente com aquele jovem. Leitor ávido, curioso e em busca de um caminho pessoal, sentia-se emocionado quando lia um parágrafo como este, que ficou sublinhado nas páginas de Bosi:

A poesia resiste à falsa ordem, que é, a rigor, barbárie e caos, “esta coleção de objetos de não amor” (Drummond). Resiste ao contínuo “harmonioso” pelo descontínuo gritante; resiste ao descontínuo gritante pelo contínuo harmonioso. Resiste aferrando-se à memória viva do passado; e resiste imaginando uma nova ordem que se recorta no horizonte da utopia. [nota 7]

Frases assim caíam como uma luva para fomentar a indignação de quem estava descobrindo o jogo de falsidades que move o engenho social. E apontavam a poesia como possível janela de liberdade, seja no plano da sensibilidade pessoal, seja no âmbito comunitário. Para chegar a ela, contudo, fazia-se necessário atravessar (e dissipar) toda uma névoa de ideologia incrustada nas coisas, nas pessoas e nos relacionamentos.

Não bastava a vontade de se banhar em poesia; antes, era necessário conquistá-la para depois perceber o mecanismo de suas artes e manhas. O jovem já começara a entender que o universo poético nos leva a conviver com um “talento doloroso e obscuro” [nota 8], conforme leria mais tarde num verso do poema Aos amigos, do poeta português Herberto Helder. Descendente de família humilde e conservadora, ele vivia anos de intensas descobertas emocionais e intelectuais.

A tal ponto foi seu envolvimento com uma pequena bibliografia pessoal sobre poesia, que tomou o gosto da imitação. Começou por anotar os diversos pensamentos, ideias ou reflexões que lhe ocorriam e manteve esse hábito por alguns anos; diversos cadernos pretos e pequenos foram preenchidos com a letra irregular.

Numa das páginas pode-se encontrar, por exemplo, o fragmento seguinte:

Parágrafo ao vento: A imaginação literária surge por vezes de uma acomodação de experiências anteriores (sua nitidez raro se completa) que ganham expressão e relevo com o urdimento da situação presente, concentrada. Não há possível detetive para deslindar a trama, pois a simultânea presença de sua teia acelera o que o escritor imagina. Daí que esse momento seja um torvelinho indecifrável, fora da linearidade do tempo e das idades, como um bafejar do vento que nos vem bater à cara e vai embora sem qualquer aviso.

***

Passados 40 anos da publicação de O ser e o tempo na poesia, completados em 2017, aquele jovem amadureceu e continua a trilhar seu caminho. Tornou-se editor na empresa em que trabalhava, dedicou-se ao mestrado e doutorado na universidade e publicou alguns livros de poemas. Quanto às convicções gerais, muitas delas tiveram de passar à prova do tempo, da realidade e se adaptar a uma complexidade maior que a suposta; no campo da poesia, no entanto, seu interesse multiplicou-se por inúmeros escritores e obras, sem perder ligação com as afinidades primeiras.

Lidos e considerados aos olhos de hoje, aquelas anotações juvenis testemunham a temperatura de um período de inquietação e procura: força pura da juventude. Revelam também um impressionismo esforçado, abstrato e com notório acento elevado e idealista que enfraquece boa parte dos fragmentos. Por força da influência — angustiada, claro — da apaixonada leitura dos autores preferidos, seu estilo beira a imitação dos modelos e incorre em exageros e impulsos duvidosos de absoluto. A rigor, não resistiram à ferrugem dos anos e os defeitos se tornaram evidentes.

 

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Ainda assim, em algumas passagens melhores é possível perceber a ascendência do pensamento de Bosi e afins; algo como um aprendiz que repete a lição dos mestres com as próprias palavras. Para além disso, formava uma consciência maior sobre o ofício dos versos.

De um conjunto intitulado Poesia no espelho, podemos resgatar o seguinte texto:

Poesia estende-se na página como paisagem. Solar, às vezes; outras, crepuscular. Pode apresentar cores, volumes ou contornos; predomina, porém, o movimento, desentranhando-se do lance de hieróglifos que é. Paisagem urdida de linguagem, bordagem do alfabeto: jardim. Tal como a floresta, em variadas dimensões registra o desabrochar e o emurchecer de matéria orgânica. A poesia abre-se paisagem de múltiplos interiores. Vigília, auréola rara. Quando a boca do tempo morde o próprio rabo.

O fragmento desenha um raciocínio genérico e onírico. Algo próximo da escrita surrealista, ao desdobrar uma cadeia livre e associativa de conceitos e imagens; mas recai no excesso de abstração e ausência fina de imagem forte e central. Defeito que aparece também em outros trechos.

No mesmo caderno, algumas páginas adiante encontra-se uma anotação sobre o mistério da poesia:

Algumas vezes acontece de os poemas e as frases detonadoras de algum poema serem capturadas dentro de uma vigília insone e tenebrosa. Não raio fulminante, a revelação abrupta e luminosa, mas, sim, a decantação das imagens apegadas ao espírito (embaralhadas, sem sintaxe) até revelar-se o flagrante ósseo de algum verso. Espera, esperança angustiosa.

Mas o melhor de tudo talvez esteja resumido numa frase rabiscada isoladamente e sublinhada: “Todo verdadeiro poema vem do escuro”.

***

Quando publicou O ser e o tempo na poesia, Bosi contava com 41 anos de idade, 18 dos quais já dedicados ao magistério na USP, inicialmente voltado para a literatura italiana e depois à brasileira. Acumulara durante esses anos uma impressionante bagagem de leitura, estendida a diferentes áreas e autores. E aquele trabalho representava um evidente esforço de esclarecer o campo de ideias e princípios que interessavam ao crítico.

Ao recordar o período que antecedeu a publicação do livro, em entrevista de 1998, ele comenta a inquietação intelectual vivida na década de 1970:

Era um combate interior, pois toda a minha história pessoal me fazia resgatar instâncias idealistas (Croce, Spitzer, os estilistas espanhóis), intuicionistas ou existencialistas, herdeiras as duas últimas de um olhar subjetivista e, quase sempre, religioso, da condição humana: Kierkegaard, Bergson, Sheler, Marcel, Lavelle, Pareyson… Esse combate, que não renego (pois às vezes se reacende), só conhece apaziguamento na leitura de Hegel. [nota 9]

Para além da extensa lista de pensadores e correntes, acrescente-se ainda o interesse pela teoria política e a incorporação ao seu ideário do pensamento marxista-cristão, identificado, sobretudo, nos escritos de Antonio Gramsci. Inspirado no conceito de “intelectual orgânico”, criado pelo escritor italiano, Bosi também se envolveu com movimentos sociais ligados à Igreja Católica e colaborou com grupos operários de Osasco (SP).

No que se refere à arte, porém, a perspectiva de Benedetto Croce representava uma diretriz norteadora para compreender as contradições da experiência estética. Ao recordar as aulas de um saudoso professor da universidade, ele dimensiona a importância do autor italiano em sua formação:

(Italo Betarello) nos fazia ler os textos de Croce, começando por Aesthetica in nuce. Era um choque hegeliano inesperado para um aluno do primeiro ano de Letras. Mas fundamental. Para mim, um presente. Passados mais de 30 anos, nada o substitui no atual currículo.[nota 10]

Afirmação que confirma a assimilação por parte do crítico brasileiro de alguns conceitos caros ao filósofo italiano. Talvez não seja exagero dizer que o pensamento estético crociano representa uma espécie de eixo, coluna central em torno à qual ramificam outros autores influentes sobre o crítico brasileiro.

Para ter uma noção da confluência de ideários entre eles, basta ler o prefácio que antecede a publicação em português da obra italiana. Ao apresentar o Breviário de estética (1997) [nota 11] — título adaptado para a edição brasileira —, Bosi detém-se nos aspectos centrais que balizam a reflexão do filósofo, a saber: a intuição como fator decisivo para a produção de imagens pelo artista; a relativização dos gêneros como critério na avaliação e composição das obras; a valorização da individualidade do artista e de suas “formas peculiares” para expressar os valores coletivos, e não o inverso. Tópicos que certamente dialogam com certas afirmações de O ser e o tempo da poesia.

Marcas crocianas — com ressonâncias de fundo idealista — também podem ser encontradas em Reflexões sobre a arte (1985) [nota 12], texto breve e denso, em que Bosi incursiona na teoria da expressão artística. Nas páginas finais, conclui que a arte mobiliza simultaneamente as qualidades de “construir-conhecer-exprimir”, tríade que lembra a síntese proposta na ideia de “intuição lírica” concebida pelo autor italiano.

Outro filósofo a ser lembrado como essencial ao modo bosiano de pensar a poesia é Gaston Bachelard. O autor francês certamente influencia o livro de 1977, embora seja nele citado apenas duas vezes, mas vai ocupar lugar de destaque no ensaio Sobre alguns modos de ler poesia: memórias e reflexões, que apresenta Leitura de poesia (1996). Essa obra, aliás, foi concebida pelo estudioso brasileiro justamente para servir de exemplo da pluralidade de olhares possíveis diante do objeto poético [nota 13].

O texto introdutório tece um depoimento em torno das grandes correntes críticas que marcaram o século XX, delineando seus atributos e fragilidades. E a síntese apresenta-se assim:

No interior desse campo de polaridades expande-se uma crítica literária meio acadêmica, meio jornalística, estimulada pelo mercado cultural em crescimento. A abordagem do texto poético oscila entre um enfoque biográfico, às vezes brutalmente projetivo, e uma leitura erudita saturada de remissões e mediações de todo tipo.[nota 14]

Triste conclusão para fechar um século tão ousado na experimentação das artes.

No entanto, o ensaio conclui com a figura de Bachelard, colocado estrategicamente depois do impasse constatado nas teses que se sucederam ao longo do século XX. Bosi resgata do autor de A psicanálise do fogo um conceito que considera fundamental na arte: “a fantasia artística é imaginação formal combinada com imaginação material” [nota 15]. Foge-se aqui à sedutora hipótese de valorizar um aspecto em detrimento do outro.

O que se persegue, portanto, é a captura de um sentido de totalidade presente na expressão dos artistas singulares. Desse modo, será possível observar as marcas do tempo que permanecem nos registros poéticos. Para cumprir a tarefa, o crítico brasileiro nutre-se obviamente de uma plêiade de autores e de referências, mas submetidos sempre ao filtro de sua observação arguta.

E ainda que suas raízes intelectuais remontem a diversas linhagens, predomina por sobre todas essas influências o apego à leitura atenta dos materiais, na busca por compreender os detalhes expressivos deste ou daquele poema. Afinal, é no mundo sutil das palavras que sucedem as ocorrências simbólicas da poesia e, por isso mesmo, deve-se primeiro estar atento à imanência do texto.

Por fim, cumpre lembrar que o livro aqui comentado teve ainda o mérito de lançar as bases de um pensamento que prosperou e assumiu novos desafios. Constituiu um passo decisivo para revelar aquele que se tornaria um dos intelectuais mais respeitados do país, além de ter se mantido como fonte essencial sobre o tema. Trajetória que contrasta com muitas das referências estruturalistas e marxistas dos anos 1970, tão cultuadas em certos círculos acadêmicos, e que passaram à margem da História.

NOTA

[nota 1]. BOSI, Alfredo. O ser e o tempo da poesia. São Paulo: Cultrix; Esp, 1977.

[nota 2]. Antes de comporem o livro, os ensaios haviam sido publicados na revista Discurso, dedicada à filosofia.

[nota 3]. BOSI, Alfredo. História concisa da literatura brasileira. São Paulo: Cultrix, 1970.

[nota 4]. Idem. O ser e o tempo da poesia. São Paulo: Cultrix; Edusp, 1977. p. 13.

[nota 5]. Por causa da camada subjetiva que subjaz à escrita bosiana nesses textos, note-se o trecho em que o crítico pontua Os trabalhos da mão, dedicado a Ecléa Bosi. Cf. BOSI, Alfredo, op. cit., 1977, p. 53-57.

[nota 6]. Ibidem, p. 65.

[nota 7]. Ibidem, p. 146..

[nota 8]. HELDER, Herberto. Ou o poema contínuo. Lisboa: Assírio & Alvim, 2004. p. 64.

[nota 9]. Idem. Céus, infernos: entrevista de Alfredo Bosi a Augusto Massi. Novos Estudos, São Paulo, n. 21, p. 100-115, jul. 1988. Cf. p. 108.

[nota 10]. Ibidem, p. 103.

[nota 11]. Idem. A estética de Benedetto Croce: um pensamento de distinções e mediações. In: CROCE, Benedetto. Breviario de estética = Aesthetica in nuce. Tradução de Rodolfo Ilari Jr. São Paulo: Ática, 1997. p. 9-23.

[nota 12]. Idem. Reflexões sobre a arte. São Paulo: Ática, 1985.

[nota 13]. Idem (Org.). Leitura de poesia. São Paulo: Ática 1996. O processo editorial desse livro foi coordenado pelo editor citado no início deste depoimento. Teve também a oportunidade de supervisionar, na mesma editora, a edição de dois outros livros de Alfredo Bosi: Céu, inferno: ensaios de crítica literária e ideológica (1988) e Machado de Assis: o enigma do olhar (1999).

[nota 14]. BOSI, Alfredo (Org.), op. cit., 1996, p. 39-40.

[nota 15]. Ibidem, p. 43

 

>> Fernando Paixão é poeta, crítico literário e professor (USP). É autor de Porcelana invisível

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