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A biblioteca de Hilda Hilst, que é vastíssima, reúne preferidos como Catulo, Marcial, Sor Juana Ignez de La Cruz, Emily Dickinson, Joyce, Freud e Jung, Becket, Kafka, Bertrand Russell, Heidegger, Kierkegaard, Simone Weil. 

Aqui, escolho três livros que tiveram valor especialíssimo em sua investigação sobre a transcendência.

Testamento ao Greco (Níkos Kazantzákis)

Ao contar sua trajetória, o escritor grego Níkos Kazantzákis reflete sobre a vida, a morte, Deus, o amor e o sexo. Foi depois que leu esse livro, em edição francesa, que Hilda Hilst decidiu mudar de vida, transferindo-se para a chácara em Campinas, a fim de se concentrar, ler e escrever todo o tempo. Nos sebos, podem ser encontradas edições da Arte Nova, com tradução indireta de Clarice Lispector, e da Cassará, com tradução direta do grego por Lucilia Soares Brandão, que saiu como Relatório ao Greco.

 

A negação da morte  (Ernest Becker)

Nas dedicatórias de livros de Hilda Hilst que tratam da morte repete-se o nome do autor por quem sentia “incontida veemente apaixonada admiração”. Relia, presenteava amigos, dizia-lhes que era imprescindível a leitura da obra, uma abordagem psicológica da finitude.  A edição atual, em catálogo, é da Record, com tradução de Luiz Carlos do Nascimento Silva.

 

Telefone para o além (Friedrich Jürgenson)

O cineasta, crítico e cientista sueco Friedrich Jürgenson descobriu as vozes que considerava do além ao registrar o canto de pássaros. A obra contribuiu para dar impulso ao campo de investigação chamado Transcomunicação Instrumental, que teve outros nomes como o do psicólogo e filósofo letão Konstantin Raudive e o do artista plástico alemão Klaus Schneider. Foi seguindo nessa trilha que Hilda Hilst decidiu, no final dos anos 1970, fazer experiências na Casa do Sol com gravadores, em busca do registro de espíritos. Nos sebos, é possível encontrar a edição da Civilização Brasileira, que teve tradução de Else Kohlbach.

 

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